sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A noção de perfeição na sala de aula

É uma sala silenciosa onde o professor escreve seu assunto no quadro ,usa slides e ninguém dorme,todos copiam o que o mestre fala e depois vão para casa,onde fazem seus exercícios.
Um trabalho árduo de não sei quantos anos (repetição,alguém jáconhece algum meio melhor para aprender?Quase todos usam essa frase) . E a rotina é simples e calma : livros abertos,cadernos escritos,grandes autores e seus ideais imbutidos na cabeça dos alunos.
Com tanta disciplina ,passar no vestibular será fácil.Depois de passar no vestibular a rotina continua.A sala será um pouco diferente,no entanto, o condicionamento na escola foi tão bem realizado que não será dificultoso aos alunos pegarem seus livros e processarem em suas memórias tudo que está sendo escrito/lido/falado ali. Terminado o curso,prepadados para o mercado de trabalho.
Repare que o modelo de equilíbrio/perfeição é estagnado, uma linha horinzontal,contínua ,que não apresenta nada de novo. Os alunos não precisam raciocinar , criar , eles não precisam ser eles , basta repetir o que Sócrates, Drummond , Pítagoras etc falaram. A escola modelo é um lugar propício ao atraso ,onde se faz uma apologia implícita ao "deixe como estar", "pensar para quê? Deixe isso para os outros..."
Pais,professores , alunos e pessoas em geral , a ordem muitas vezes impede o progresso.O caos de não aparecer pensamentos novos e ideias fará que a sociedade chegue a um ponto em que precise de mudanças mas estas não aconteceram pois não há pessoas para inovar.


[Ariadne , pensando em um professor maldito...e igual a eles existem tantos]

Pensem

Por Ariadne

E no dia que o professor apagou todo o quadro,rasgou todos os cadernos e falou:



- Hoje vocês podem escrever por contra própria !

Eles abaixaram a cabeça e um silêncio mortal invadiu a sala.Durante anos aprenderam apenas a copiar. Era ridículo alguém querer que eles tivessem
idéias próprias.

Citações po-éticas

Texto de Ariadne Chaves
email: dinesaidamatrix@gmail.com

http://www.mudaessapostura.blogspot.com/

Estou com uma crise existencial atrás da orelha ...
(dine)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Ron Mueck

Acabei de descobrir Ron Mueck, um impressionante escultor hiperrealista australiano.

veja...



















Hamster

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SER PROFESSOR HOJE EM DIA, É ARRISCAR A VIDA

Fonte: http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto_jornal.php?id_publicacao=6301


Por: JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA


O depoimento do adolescente J. ao repórter Osvaldo Bispo, no programa O Crime não Compensa (Difusora), ontem, deveria ser gravado e distribuído a todas as autoridades. Não de Itabuna, mas do País. Em frases curtas, expressadas com desinteresse, frieza e cinismo, o menor contou porque agrediu e ameaçou a vice-diretora do Colégio General Osório. Ele negou a intenção de matar, embora tenha sido flagrado tentando entrar no colégio com um revólver calibre 32.

J. contou que agredia e ameaçava a professora porque ela estaria “abaixando” suas notas. Depois admitiu que tirava notas baixas pelos seus próprios (de)méritos, mas exigia que quem o avaliasse desse uma melhorada na situação. Como não conseguiu isso, o pequeno delinquente de 14 anos idealizou matar a professora.

A vítima do infrator (para usar uma terminologia do Estatuto da Criança e do Adolescente) também falou ao repórter. Apesar da aparente tranquilidade, revelou medo. Não daquele agressor em particular, porque ele não passa de um mero exemplo da situação que está se tornando tragicamente comum nas escolas da rede pública. Os protagonistas são jovens normalmente criados em lares desestruturados, sem referência familiar, jogados na escola como se esta fosse a única responsável pela sua educação.

Na opinião da vítima, a atividade do magistério é hoje uma profissão de risco, quase da mesma forma que a função de um policial. Infelizmente, agressões e ameaças a professores já não são novidade em nenhuma escola pública do Brasil. E basta passar alguns minutos com qualquer guerreiro de sala de aula para se ouvir relatos escabrosos.

A vice-diretora do General Osório sugere que cada escola funcione com a presença constante de um soldado da PM, o que daria apenas uma falsa sensação de segurança. Não vai demorar a surgir alguém que aconselhe a instalação de sistemas de videomonitoramento nos estabelecimentos de ensino, para identificar e punir mais rapidamente os que procuram retribuir o vermelho dos boletins com um olho roxo no professor.

Medidas de vigilância e punição são o que vem à tona neste momento, que é quase de pânico. Mas é preciso também estimular um debate sobre o modelo de sociedade em que estamos vivendo. Talvez sejamos o povo que mais conformadamente aceite a desigualdade e a miséria da maioria, que são as causas maiores da formação de adolescentes desequilibrados e capazes até de matar.

Nos bairros pobres de Itabuna, é crescente o número de mulheres que mal passaram dos 30 anos e já são avós. Tiveram filhos ainda crianças e viram suas crianças terem os delas. São gerações nascendo e se criando sem referências, em muitos casos entregues às ruas, sendo adotadas por marginais. É uma indústria que produz em escala crescente e as consequências serão cada vez mais assustadoras.

Em tempo: o revólver calibre 32 com o qual J. pretendia matar ou assustar a vice-diretora do General Osório pertenceu ao irmão dele, que tinha envolvimento com o crime e foi assassinado. A arma, juntamente com a falta de princípios e o instinto violento, ficou de herança para o irmão menor.

Mergulhador, mineiro, bombeiro e policial são profissões expostas ao risco diário. Exceto as duas últimas, as demais são bem remuneradas. A profissão de professor, diante do aumento das agressões no meio escolar, passou a ser de risco para quem se expõe a sobressaltos.

O magistério público perdeu status e conquistas, por conta de sucessivas administrações políticas que gerenciam a coisa pública de forma empresarial. O lado financeiro da folha de pessoal - a maior em qualquer governo, pelo número de servidores e não por altos salários inexistentes – é o que se sobressai. Os educadores perderam a política salarial; a reposição, quando ocorre, é abaixo do reajuste dos serviços públicos e dos preços da iniciativa privada. Piso nacional e planos de carreira são contestados. Fala-se em premiar os melhores, mas educar é compartilhar solidária e não solitariamente os resultados.

Dados históricos demonstram que conquistas e manutenção de direitos decorreram do ato de não trabalhar; ou seja, a greve. Sem tal mecanismo de pressão social, a remuneração seria mais baixa. Com ele, conservou-se o mínimo de dignidade. Com a manutenção pela Assembleia Legislativa da decisão da governadora de não pagar pelos dias de greve aos trabalhadores em educação, instituiu-se a não-remuneração do trabalho recuperado. Constituiu-se ao exercício de fato suposta forma preventiva contra futuras greves. Há 16 anos, exercendo variadas funções na educação pública, lamento tal situação. Em contrapartida, pipocam escândalos país afora e aqui no Estado, com alguns ganhando (e muito!) sem trabalhar. Quantias que deveriam ser destinadas a investimentos sociais e na melhoria do salário dos que trabalham.

A "pedagogia do exemplo" de professores, pais e autoridades proporciona aos jovens o espelhamento social. A escola, sem conseguir resolver seus problemas, não resolverá os da sociedade, pois a família, salvo exceções, desonerou-se do papel fundamental de também educar às crianças, deixando tudo a cargo da televisão, internet etc. Pais que comparecem à escola são raros; e os que deveriam, vão mais para a defesa intransigente do que desconhecem. Querem saber a causa do aluno-problema? Conheçam seus pais! Pai desinteressado é conivente com o futuro de risco do filho.

De celebridades a comentaristas esportivos, todos - distantes da escola pública - creem na solução para a violência, a corrupção etc. passar pela educação. Até é, mas e a solução para servidores desmotivados e/ou intimidados? Educadores não são máquinas e cada vez mais adoecem por problemas físicos e emocionais. E enfermos, são descontados, pois para o sistema quem não trabalha não tem a integralidade do salário; salvo se for político profissional, legislando em causa própria, e ganhando muito pelo pouco que faz, quando faz.

Profissão de risco é aquela que expõe alguém a desgastes desnecessários. Pleitos judiciais para receber o que é devido levam anos; quando faz-se justiça, abre-se mão de parte do montante se quiser receber em vida, pois precatórios serão para netos usufruírem. Quando noticiam mais um professor agredido ou ameaçado por aluno, pai e outros, vem à tona a consciência de que a escola é o reflexo da família e da sociedade desestruturadas, cobrando da escola mais do que instrução.

Sem a valorização profissional da categoria, corre-se o risco da extinção de educadores libertários, restando apenas burocratas do saber, que cumprem metas estatísticas sem visar à emancipação do cidadão. Um mundo burocratizado é um risco para qualquer povo. Perde-se em inventividade, independência e solidariedade. Sem o professor, ninguém teria profissão. E quando o educador sente-se em risco, comprometida está a formação das gerações futuras. Portanto, valorizar a categoria mais que um ou outro profissional é o dever de todos, pois tudo é transitório, menos o eterno ato de educar.

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Professores no limite

Fonte: http://midiaesaude.bs2.com.br/?action=mais&materia=519

A violência explode nas ruas, mas torna-se mais grave, chegando próximo do reino da barbárie, quando se instala justamente no local onde só deveria reinar a tranquilidade: a sala de aula


A professora Suely Portes Zaperlão teve um desentendimento com a mãe de uma aluna e, um dia depois de levar o caso ao conhecimento do Núcleo Regional de Educação, amanheceu morta. A professora teria se suicidado por causa da forte pressão que vinha sofrendo, na sala de aula e fora dela. Os médicos atestaram morte natural, mas, ao contrário de aquietar os corações machucados de milhares de educadores, o laudo serviu para aumentar a revolta daqueles que viram em Suely, a imagem de toda uma categoria profissional refletida no espelho.

Zenaide Aparecida, de Ribeirão Preto, teve um dedo decepado da mão esquerda, quando tentava convencer um garoto de oito anos que se escondia no banheiro, a voltar para a sala de aula. Com muito custo, o menino abriu a porta, mas fechou-a com força, assim que viu a mão da professora presa ao batente. O professor Herculano Pereira levou um tiro de um adolescente que ele tentou impedir de entrar em sala, depois de ver o menino fumando um “bauro”, ou seja, um cigarro de maconha.

Casos de violência contra o professor ocorrem em profusão do Oiapoque ao Chuí. É cada vez mais assustador o número desses profissionais que ficam incapacitados para o trabalho por causa da exaustão e dos traumas que a violência provoca. “O trabalho do educador é gratificante e de importância vital para a sociedade, mas, infelizmente, tem se tornado penoso para a maioria”, constata a chefe do Núcleo Regional de Educação de Maringá, Adelaide Colombari. Ao mesmo tempo, manifesta otimismo com o Programa Atitude, do Governo Federal, que está sendo testado em dez municípios do Paraná.

Na região de Maringá, o programa contempla Sarandi, pela simples e boa razão de ela ser uma cidade-dormitório e de população predominantemente pobre. Além disso, tem uma densidade demográfica acima da média e um índice de violência fora dos padrões normais. Não se pode ignorar a violência, mas é um erro atribuí-la às crianças e até mesmo aos pais.

O Estado é o grande responsável pela situação, por causa do fato de que não cria políticas públicas de valorização do professor que, preparado apenas para ministrar conteúdos, não sabe como lidar com a rebeldia em sala. A proposta do Programa Atitude, segundo Colombari, é tirar os alunos da rua, dar a eles a opção do contraturno, com atividades lúdicas no período em que não estão em aula.

PERDA DE AUTORIDADE

É fato que o professor tem perdido a sua autoridade na regência da classe. Sintomaticamente, ele é vítima constante de ameaças de agressão, em muitos casos com a ação consumada. Para a psicopedagoga Elizabeth Neves, do Núcleo de Ensino de Maringá, falta estímulo ao educador, para que ele se qualifique melhor para enfrentar esta realidade perversa da violência. “A maioria se limita a passar os conteúdos e, quando se depara com um aluno agressivo, revida também com agressividade, criando um ambiente favorável à insubordinação”, diz Elizabeth, do alto de sua experiência como orientadora pedagógica, na rede privada e na rede pública de ensino.

A violência na escola não escolhe status social. Ela é mais frequente, porém, na escola pública, onde boa parte dos alunos tem problemas de violência na família, geralmente oxigenado pela precária condição financeira. “É exatamente na camada mais pobre da população que a escola deveria atuar, mas não atua, porque o nosso sistema educacional não dispõe de mecanismos para este trabalho paralelo”, diz a psicopedagoga Elizabeth. Ela cita o caso de uma professora da região, que ilustra bem esta realidade: “Uma professora de uma cidade próxima de Maringá chegou ao Núcleo com uma perna bastante queimada. Ela tinha ido visitar a família de um aluno problemático. Foi bem recebida na casa e acha que até conseguiu ajudar a família a orientar melhor o garoto. O problema é que, quando voltava para a escola, caiu da moto que pilotava”. O questionamento que um fato desses gera é o seguinte: quem vai ressarcir a professora dos prejuízos que sofreu.

A professora Áurea Damasceno fez circular na internet uma carta-desabafo que enviou à Secretaria de Educação de Belo Horizonte. Ela diz: “Vou mais um dia para a escola, desanimada e certa de que as aulas não serão dadas. Quando chego à porta da sala, tenho vontade de sumir”.

O desabafo é revelador do anacronismo do modelo pedagógico adotado no país. A falta de preparo do professor para lidar com as emoções do aluno e com a sua própria emoção é fonte geradora da crise de autoridade. O resultado disso é uma verdadeira tragédia social: professores que não ensinam e alunos que não aprendem. Pior: professores acuados e alunos agressivos, transformando os locais que deveriam ser de paz, de aprendizado e de crescimento das pessoas como seres humanos, em praças de guerra.

Entre tantos exemplos dessa grande tragédia nacional aqui citada, a maioria vem do Estado teoricamente mais desenvolvido do país - São Paulo. Lá, notícias recentes dão conta de que “uma professora foi torturada por um aluno, outra, ameaçada de morte e vários são alvo de intimidações”.

[...]

Professores no limite

Educação

Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/imprime.asp?secao=Destaques2&idjornal=122&idrep=

Enquanto defendem a auto-estima dos alunos marginais, autoridades pedagógicas rendem-se ao Ministério Público — que vilipendia a dignidade do professor

JOSÉ MARIA E SILVA

Por ser formado de matéria e espírito, o ser humano é um complexo amálgama de natureza e cultura, genética e história, vontade pessoal e consciência coletiva. O indivíduo não é produto do meio, mas também não nasce pronto. As instituições sociais ajudam a formá-lo: em tempos imemoriais, a religião e o clã; nos tempos modernos, a família e a escola. A cultura inscreve-se no DNA de cada um e escreve-se com eles. Saber exatamente onde, em cada pessoa, termina o indivíduo e começa a sociedade é um daqueles problemas que poderiam suscitar a perplexidade de Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”. Mas uma coisa é certa: sem o ser social que o habita, o indivíduo seria pouco mais do que um bicho. Desde a Paidéia grega, a educação tem sido forja de civilizações, transformando a natureza bruta que é o homem e seus instintos na cultura humana que é a pessoa e suas relações sociais.

Como observa o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), a educação é “a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social”. Ele observa que a educação “tem por objeto suscitar e desenvolver na criança certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo meio especial a que a criança particularmente se destine”. Infelizmente, esse conceito de Durkheim já não serve para descrever a realidade das escolas brasileiras. Nelas, o princípio milenar da educação se inverteu, e o jovem é que impõe seus instintos à experiência dos adultos. A escola já não contribui para formar no indivíduo o “ser social” de que falava o sociólogo francês — ela tornou-se escoadouro público dos mais lesivos instintos anti-sociais do indivíduo. Prova disso é o crescente fenômeno da violência nas escolas, que afeta professores e alunos.

Obviamente, são múltiplos os fatores que fazem eclodir a violência nas escolas. Todavia, dizer que a escola apenas reflete a violência presente na sociedade (como repetem as autoridades pedagógicas) é subverter a possível realidade do fenômeno. Talvez seja mais correto afirmar que a escola é que fez eclodir a violência na sociedade e não o contrário. Foi a partir da escola que os valores morais que sustentavam a sociedade foram destruídos. A partir do Maio de 68 (promovido por estudantes), a fantasia corrompeu o conhecimento, o prazer sobrepujou o dever e, em conseqüência, o egoísmo se impôs à solidariedade. Papagaios de academia repetem que vivemos na sociedade do conhecimento, mas, na prática, vivemos na sociedade dos hormônios e não dos neurônios — a experiência das gerações adultas tem sido preterida pelos instintos da juventude.

Essa inversão de valores tem seu epicentro na escola. Na família, a palavra final ainda é dos pais. Nas igrejas, é dos padres e pastores. Mas nas escolas o carro anda adiante dos bois — o aluno é quem manda. Toda a pedagogia brasileira atual alicerça-se na idéia de que o professor é um serviçal da vontade do aluno. A pedagogia dos ciclos de formação — que se tornaram polêmicos em Goiânia — é o corolário dessa tendência. Daí casos estarrecedores como o que foi descrito pelo professor e escritor Ademir Luiz, na edição passada do Jornal Opção. No artigo “O professor não é obrigado a ser mártir”, ele conta o caso de um menor que, depois de concluir a 8ª série, não se adaptou ao 2º grau, por não saber ler nem escrever, e voltou à sua antiga escola para perturbar professores e ex-colegas. Acompanhado de uma gangue, pulava o muro da escola, “agredia uns, beijava outras, xingava, batia boca com professores e coisas do gênero”. Por fim, esses alunos e seus comparsas arrombaram armários, defecaram numa sala de aula, destruíram a horta da escola e abriram uma cova rasa, jurando de morte uma professora.

Se, no Brasil, a escola ainda tivesse a dignidade de um prostíbulo, o artigo do professor Ademir Luiz da Silva seria motivo de investigação por parte das autoridades constituídas. Até uma cafetina, se souber que uma de suas pupilas está sendo ameaçada de morte por um cliente, leva o fato à polícia. Um aluno ameaçar de morte sua professora é algo equivalente ao matricídio. E esse fato gravíssimo, longe de ser exceção, é quase regra nas escolas públicas — professores são constantemente ameaçados por alunos, mas nada acontece. Muito do que hoje se caracteriza como indisciplina ou violência nas escolas é, na verdade, crime, que só não leva esse nome porque o Estatuto da Criança e do Adolescente estabeleceu que, abaixo dos 18 anos, todos os demônios são anjos. O menor pode fazer o que quiser na escola que não sofrerá nenhuma punição. E, se um diretor ousar puni-lo, terá contra si o Ministério Público e o Juizado da Infância e da Juventude, que não demonstram o menor respeito pelos professores da escola pública.

A violência praticada por alunos marginais é o verdadeiro problema da educação brasileira e, enquanto esse grave problema não for resolvido, nenhuma política educacional surtirá efeito no país. As secretárias de Educação sabem disso, mas preferem agir como o Pangloss de Voltaire, fazendo de conta que a escola é o melhor dos mundos possíveis. Por mais que repitam que a educação é fundamental, os governantes continuam achando que escola é assunto de mulheres — uma vez inaugurada a sala de aula, que elas se virem com o processo pedagógico. E as secretárias de Educação de todo o país nada fazem para mudar esse quadro. Vivem falando em “cidadão crítico”, mas comportam-se como aquelas donas de casa do passado, que, quando o marido retornava cansado do trabalho, cuidavam para que as crianças não fizessem barulho. O marido não era pai, para cuidar de problemas de menino, era só o provedor, responsável por manter a casa.

A exemplo dessas donas de casas antigas, as secretárias de Educação vêem o prefeito ou o governador apenas como provedores da educação. Se tem um aluno querendo matar uma professora, que a diretora da própria escola se vire. Imagine perturbar o prefeito ou o governador por causa de uma bobagem dessas? Eles têm coisas mais importantes para tratar, assuntos de homem, como fazer asfalto ou negociar alianças. Apesar de trazerem, na ponta da língua, palavras e expressões como “cidadania”, “auto-estima” e “consciência crítica” (sempre que querem criticar os professores), essas secretárias não passam de Amélias da Educação. Eliana França não perturba Marconi Perillo por conta da violência nas escolas. Assim como Valderez Loureiro não perturbava Pedro Wilson em função da polêmica gerada pelos ciclos. E Márcia Carvalho parece que não tem a menor intenção de desviar Iris Rezende de sua missão civilizatória de asfaltar o mundo para se ocupar de um problema tão secundário como a anarquia das escolas municipais.

Logo no início do ano letivo, a secretária municipal de Educação, Márcia Carvalho, mostrou que, na educação pública, “auto-estima” é apenas um conceito de papel. A princípio, ela havia decidido que, o ano letivo de 2005, seria um ano de debate sobre o sistema de ciclos. Sua manutenção ou extinção seria implementada só no ano que vem, depois do necessário debate com os professores e a sociedade. Qualquer pessoa que conhece o sistema de ciclos sabe que ele não funciona, mas a prudência de Márcia Carvalho mostrou-se correta. Um sistema de ensino é sempre muito complexo e não deve passar por mudanças intempestivas, sobretudo num momento em que a troca do método pedagógico coincidiria com a substituição de parte da equipe de profissionais da pasta. Entretanto, depois de ter tomado sua decisão, a secretária Márcia Carvalho voltou atrás e decidiu restaurar as provas e a reprovação na rede municipal de ensino — por recomendação do Ministério Público. Ou seja, quase todos os professores da rede municipal de ensino, muitos deles com larga experiência pedagógica, sempre tiveram reclamações a fazer sobre os ciclos, mas nunca foram ouvidos. Eram tratados como meninos resmungões. Mas bastou um promotor qualquer se arvorar a educador, para a secretária render-se a seus conselhos pedagógicos.

Desde quando o Ministério Público tem competência para determinar como deve ser o método de avaliação nas escolas? Por acaso o médico Luciano Sardinha aceitaria o Ministério Público dar palpite sobre o diagnóstico de pacientes no Hugo? Onde está a “consciência crítica” e a “auto-estima” da secretária municipal de Educação que aceita ser mandada por promotores imberbes numa área que não é da competência deles? Senhoras secretárias, isso é desmoralizar a própria imagem do professor. E não há sistema de ensino que funcione sem o devido respeito à figura do professor. A escola pública está tão desmoralizada que já tivemos promotores movendo ação judicial para proibir o uso de uniforme pelos alunos e revogar horário nas escolas. Engraçado é que esse mesmo Ministério Público que se arvora a fazer o papel de Conselho de Educação foi negligente na questão do promíscua pesquisa imposta aos professores da rede pública estadual de ensino. O Ministério Público não quis entrar no mérito do questionário da pesquisa, quando era sua obrigação fazê-lo, porque, através de muitas perguntas, a autoridade pública feria os direitos humanos, violando a intimidade dos professores. Ou os promotores públicos acharam que só bandidos — incluindo alunos violentos — têm direitos humanos?

Deve ser isso o que pensam, mas não só eles. Na verdade, o Ministério Público que emergiu da Constituição de 1988 já é filho da doutrinação marxista que permeia toda a sociedade brasileira. Como já não dispõe de proletários para encabrestar, o marxismo infiltrou-se nas instituições e a escola é o seu celeiro preferido. Criou-se até uma “pedagogia do conflito”, voltada para a fabricação de pequenos revolucionários já no ensino fundamental. Na prática, essa pedagogia — inspirada em Paulo Freire — não cria revolucionários, mas embriões de futuros criminosos. Nas Secretarias de Educação e em todas as Faculdades de Pedagogia do país impera a idéia de que o aluno indisciplinado e violento não é o algoz de seus colegas e professores, mas uma vítima da sociedade e da própria escola. Praticamente toda a literatura pedagógica adotada nas faculdades do país corrobora essa tese, que acabou sendo encampada pelo próprio MEC, com a Campanha Paz nas Escolas. Ao eximir-se de identificar os alunos violentos, que são minoria, as autoridades pedagógicas legitimam a própria criminalidade.

É o caso de Júlio Groppa Aquino, doutor em psicologia escolar pela USP e pós-doutor pela Universidade de Barcelona, na Espanha. Professor titular da USP, com artigos publicados em importantes revistas de educação do país, Groppa Aquino é considerado uma autoridade científica sobre violência e indisciplina nas escolas. Mas a exemplo da produção acadêmica de seus pares, a sua é também um manifesto em defesa dos alunos marginais, como se percebe no livro Do Cotidiano Escolar: Ensaios sobre Ética e Seus Avessos (Summus Editorial, 2000). Nessa obra, Júlio Groppa Aquino sustenta: “Grande parte dos problemas relativos à depredação e deterioração das instalações escolares (invasões, roubos, furtos, pichações, destruições de bens etc.) ocorre, possivelmente, como resposta ao auto-enclausuramento escolar (muros cada vez mais altos, janelas gradeadas, portões indevassáveis etc.) ou como contestação à organização das práticas dominantes e, por extensão, às relações que ali se forjam”.

Ou seja, quando uma gangue suja de fezes uma sala de aula, arromba armários da escola e ameaça de morte uma professora, como descreveu Ademir Luiz, ela está apenas sendo revolucionária, respondendo “criticamente” ao “autoritarismo” da escola. Na prática, é essa a conseqüência do discurso supostamente progressista dos pedagogos de gabinete, como Júlio Groppa Aquino, que parecem habitar outro planeta, tal é o alheamento que demonstram em relação à realidade das escolas brasileiras, especialmente a escola pública. Não é à toa que a pedagogia “anda em baixa em setores intelectuais e profissionais do meio educacional, que assumem, freqüentemente, uma atitude irônica ante o seu conteúdo e o próprio processo que ela representa”, como reconhece um aclamado pedagogo brasileiro, o professor José Carlos Libâneo, no livro Pedagogia e Pedagogos, Para Quê? (Cortez Editora, 1998), já na quinta edição.

Doutor em filosofia e história da educação pela PUC de São Paulo, José Carlos Libâneo acusa o Estado capitalista de ser o responsável pela desvalorização do professor, quando, na verdade, a própria pedagogia é a principal culpada pelo completo desprestígio a que o magistério chegou. O que seria dos médicos se a própria medicina, sem seus textos teóricos, pregasse a automedicação por parte dos pacientes? Pois é o que tem feito a pedagogia brasileira desde a década de 60, quando o pedagogo Paulo Freire iniciou o processo de destruição da figura do professor, igualando-o ao aluno no processo de aprendizagem. Seu livro Pedagogia do Oprimido, apesar de ter feito carreira internacional, não passa de um manual de auto-ajuda marxista — como de resto toda a pedagogia brasileira, que se limita a parafrasear o Manifesto Comunista de Marx e Engels.

Mera doutrinação marxista travestida de ciência, a pedagogia brasileira, em seu afã de igualdade, procura negar, sistematicamente, todas as diferenças entre os indivíduos, a começar pela necessária hierarquia que deve haver entre professor e aluno. Não é à toa que José Carlos Libâneo afirma: “Se quisermos enfrentar as exigências do pós-industrialismo aliadas à formação do cidadão-crítico — formação geral e técnica ampla, pensamento abstrato e abrangente, flexibilidade intelectual, capacidade de responder criativamente a situações novas etc. —, é preciso que os professores sejam preparados nos mesmos requisitos propostos aos alunos”. Num ato falho, Libâneo mostra toda a carga de preconceito da pedagogia acadêmica contra o professor da escola básica — ele põe o carro adiante dos bois e defende que a formação do mestre seja norteada pela formação dos discípulos e não o contrário.

A “pedagogia crítica” que José Carlos Libâneo defende é, ao mesmo tempo, um pecado moral e um pecado epistemológico, porque, além de ser uma completa subversão de valores, é também uma patente impossibilidade lógica: como é que a pedagogia acadêmica pode formar o professor da escola básica de acordo com os “requisitos propostos aos alunos” se, para propor qualquer requisito para esses alunos, ela precisa antes propô-los ao próprio professor que está formando na universidade? Não adianta Libâneo defender uma “pedagogia crítica” para o aluno da escola básica se o futuro encarregado desse conhecimento não é formado criticamente nas universidades. Alguém pode alegar que é exatamente isso o que Libâneo propõe: que os alunos das licenciaturas sejam formados na “pedagogia crítica” para, depois, aplicá-la na escola básica quando se tornarem professores. Ora, uma pedagogia só é verdadeiramente crítica se ela for capaz de formar educadores capazes de negá-la. Caso contrário, não estará educando criticamente, mas doutrinando dogmaticamente.

Na verdade, essa pedagogia dita progressista não está preocupada em formar bons professores para a escola básica — quer apenas instalar correias de transmissão da ideologia marxista. Praticamente todos os teóricos da educação brasileira são de esquerda e procuram inculcar nos professores da escola básica a necessidade de superação do capitalismo. Visceralmente dividido entre a utopia e a realidade, o professor, mesmo o inteligente e dedicado, acaba tendo dificuldade para ser um bom profissional. Pagos para ensinar as crianças a viverem no mundo capitalista, não sabem como fazê-lo, porque foram treinados para destruí-lo. Daí o descontentamento generalizado dos professores com o magistério. Infelizmente, é esse o legado das Faculdades de Pedagogia para o Brasil — teóricos da educação como Júlio Groppa Aquino e José Carlos Libâneo falam em alunos-cidadãos, mas formam professores-zumbis.

Caso de polícia é tratado como brincadeira de criança

Fonte: http://operiscopio.wordpress.com/2008/03/14/caso-de-policia-e-tratado-como-brincadeira-de-crianca/

Publicado por: Eduardo em: 14 Março 2008

O que você faria se alguém ameaçasse matar você, e estivesse falando sério?

Nesta semana, um aluno da rede municipal de um certo município gaúcho (estudante que tem 16 anos e está no Ensino Fundamental, turma matinal) prometeu matar uma professora de Português. O que fez ela para merecer a morte? Exigiu que o aluno tivesse uma postura respeitosa e se empenhasse nos estudos.

O caso foi levado à Secretaria de Educação do referido município. Qual foi a orientação dada pela Intelligentsia educacional? Mandaram prender o quase- bandido? Encaminharam-no para o Conselho Tutelar? Prometeram transferi-lo para outra escola? Procuraram os seus pais ou responsáveis para informar que eles criaram um assassino?

Não.

Os sábios tecnocratas disseram que se deve resolver a questão tomando-se as seguintes medidas:

1) A professora deve chamar o assassino em potencial para uma conversa reservada.

2) Se isso não funcionar, a equipe diretiva da escola deve conversar com ele.

3) Se nem isso adiantar, o Conselho Escolar deve ter uma conversinha com o bom rapaz.

Nesse meio-tempo, ele terá todas as oportunidades do mundo para cumprir a promessa que fez.

Detalhe: na semana passada, um professor do mesmo município foi executado com cinco tiros quando chegava em casa. Há rumores de que os assassinos são dois de seus alunos do período noturno.

Em tempo: A Intelligentsia dessa secretaria de Educação encontrou uma maneira genial de resolver os problemas sociais do município. A partir de agora, os professores estão PROIBIDOS de dizer que os seus alunos vêm de famílias desestruturadas. A nova nomenclatura oficial é “famílias com cultura diferenciada”.

Por essas e por outras é que a Educação no Brasil está essa merda (com o perdão dos moralistas): ao invés de atacar os problemas de frente, inventam-se outros nomes para eles.

Professores são ameaçados de morte em Teresina




Fonte: http://www.acessepiaui.com.br/geral/professores-s-o-amea-ados-de-morte-em-teresina/7134.html

(FL, 15/10/2009, às 17:50:37)

Por Francisco Leão

Hoje, 15 de outubro, é comemorado o dia do professor. Em Teresina, a data foi marcada com festa e muita animação da categoria no Clube dos Professores. Entretanto, atrás dos rostos alegres de alguns deles comemorando o seu dia, esconde um outro lado que não é visível, que a profissão de professor pode oferecer. Como por exemplo, as agressões sofridas dentro da sala de aula – seja de forma verbal ou fisicamente, não importa qual seja.

A equipe de reportagem do Acessepiauí conversou com duas professoras que já sofreram agressão verbal e ameaça de morte por alunos de escolas públicas de Teresina, como é o caso da professora Teresinha Morais, que tem 25 anos de profissão e atualmente é diretora da Unidade Escolar Fontes Ibiapina. Segundo ela, nos dias atuais, “um em cada dez professores sofrem algum tipo de agressão na sala de aula”.

Ela afirma que no ano passado, na escola em que trabalha, foi ameaçada de morte por um adolescente de 14 anos, que não teve o nome revelado. Segundo a diretora, ele teria passado à noite na rua e no dia seguinte foi embriagado para a escola.

“Nós chegamos até esse aluno e aconselhamos para que voltasse para a sua casa, porque estava sem condições de assistir aula. Mas irritado, esse aluno não quis conversa, me ameaçou de morte, me xingou de vários nomes. Apesar de não ser uma agressão física, mas é constrangedor esse tipo de situação. A gente fica com medo porque não sabemos do que esses alunos de mal comportamentos são capazes ”revela.

Passado o ocorrido, Teresinha Morais garante que foi aconselhada a prestar queixa na polícia. “Os próprios pais dele me procuraram pedindo ajuda. Eles disseram que não aguentava mais o comportamento do filho. Uma providência que os pais tomaram foi a interdição do garoto em um Centro de Ressocialização, onde passou três meses. Hoje, a família comemora, porque ele mudou o comportamento agressivo – é outra pessoa”.

Assim como a professora Teresinha, Cleide Maria, que tem 22 anos de profissão, viveu um drama semelhante . Segundo ela, um aluno de 16 anos da Educação de Jovens e Adultos - EJA, ao receber uma nota baixa em uma prova, questionou-a a respeito da nota recebida.

“Ele me perguntou porque tinha tirado aquela nota. No entanto, ele me ordenou para que mudasse o resultado da prova. Eu disse a ele que não, a nota seria aquela mesma. Foi quando ele começou a me ameaçar – dizendo que eu iria ter o meu troco, de que isso não iria ficar assim. Mas eu não me intimidei diante desse aluno”, esclarece.

Cleide Maria acrescenta que essa - é uma das muitas situações enfrentadas na sala de aula. “Hoje eu não tenho muitos problemas com meus alunos, porque procuro a amizade de todos eles. Tem muitos deles que tem um comportamento agressivo, só pisa na sala de aula no dia da prova. Mas, eu sempre procuro manter a calma e procuro formas alternativas para não entrar em conflito”.

A vice-presidente do SINTE - Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública, Remédio Silva, considera comportamentos agressivos na sala de aula, um problema social. Essa questão, segunda ela, tem que ser discutida não só na escola, como também dentro de casa

“Hoje o retrato da escola precisa mudar. É preciso que a gente se preocupe com a questão da violência. Isso tem que ser levado mais a sério. O nosso sindicato tem feto muito, para que diminua a violência nas escolas”.

Alunos suspeitos de ameaçar professora serão transferidos de escola




Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1096653-5605,00-ALUNOS+SUSPEITOS+DE+AMEACAR+PROFESSORA+SERAO+TRANSFERIDOS+DE+ESCOLA.html

24/04/09 - 08h16 - Atualizado em 24/04/09 - 08h42

Alunos suspeitos de ameaçar professora serão transferidos de escola
Decisão foi tomada na quinta em Franca, no interior de SP.
Segundo a polícia, jovens planejavam sequestrar filho da vítima.

Os três estudantes de Franca, a 400 km de São Paulo, suspeitos de ameaçar de morte e sequestro uma professora da escola onde estudavam serão transferidos para outras instituições de ensino. Os locais ainda não foram definidos.

A decisão foi anunciada na quinta-feira (23) após uma reunião do conselho, formado por pais, mestres, funcionários e diretoria da Escola Estadual Lydia Rocha Alves. As ameaças aconteceram na semana passada.

Segundo a Polícia Civil as ameaças à professora partiram de um adolescente de 14 anos e de duas meninas, uma de 12 e outra de 13 anos. As investigações apontaram também que os alunos tinham intenção de sequestrar o filho da professora, de 3 anos.

Primeiro as ameaças começaram por telefone. Depois, a vítima recebeu uma carta com ameaças. Em um dos trechos, redigido com erros de português, estava escrito: “vamos ver se você tem peito de asso para aguentar duas balas”. Com a carta, estava anexada uma bala de revólver.

Realidade

De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), uma pesquisa realizada em 2007, com 600 professores no Estado constatou que 80% dos participantes já sofreram algum tipo de agressão nas salas de aula.

O Conselho Tutelar e a associação que representa os professores acreditam que só a transferência dos alunos no caso de Franca não vai solucionar o problema. A professora ameaçada voltou a dar aulas depois de um período de licença.

Pró-reitora assassinada foi ameaçada de morte por traficantes, afirma senadora

Fonte: http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4266&Itemid=2

29 de novembro de 2007

Três professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram assassinados na madrugada de hoje (28) por volta de 0h30 em Rondonópolis (MT). Foram mortos a pró-reitora e diretora do campus da universidade em Rondonópolis, Soraiha Lima Miranda; o prefeito do campus, Luís Mauro Pires Russo; e o professor do curso de Zootecnia Alessandro Luís Fraga. Semana passada, Soraiha teria dito à senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) que estava sofrendo ameaças de morte dos proprietários de uma fazenda vizinha à universidade.

Quênia Nunes Da Radiobrás

As três vítimas voltavam de uma viagem a trabalho a Cuiabá quando, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, um homem encapuzado os surpreendeu. O criminoso atirou cinco vezes contra o carro da UFMT e fugiu a pé levando os pertences das vítimas.

Nenhuma hipótese para o crime foi descartada, segundo o chefe da delegacia de Rondonópolis, Cristian Lajes. “Como é muito recente não sabemos se foi um crime encomendado ou se foi um crime casual. Vamos trabalhar em cima de todas as hipóteses para solucionar o caso e dar uma resposta a população”, afirma Lajes.

A senadora Serys Slhessrenko diz ter conversado com a pró-reitora Soraiha na semana passada. Segundo a parlamentar, ela afirmou que o departamento de Zootecnia da UFMT estava em greve reivindicando, entre outras coisas, a desapropriação de uma fazenda perto da universidade para aulas práticas. A senadora afirma que Soraiha dizia ter sofrido ameaça de morte de um grupo de traficantes, donos da fazenda.

"Esse crime não pode ser tratado apenas no âmbito de Mato Grosso, por isso apelei ao ministro [da Justiça] Tarso Genro que intervenha nas investigações e apure também o caso de perto, que acompanhe as investigações. Estamos falando de uma chacina cometida pelo organizado desse país, e isso não pode ficar impune." afirmou a senadora, em nota por escrito enviada à Radiobrás.

O reitor da UFMT, Paulo Speller, decretou estado de luto por três dias e lamenta a morte dos funcionários. “Estamos dando todo o apoio psicológico às famílias da vítimas e às investigações”, disse Speller, que prefere não levantar hipóteses para o crime. A assessoria de comunicação do Ministério da Justiça não indicou ninguém que pudesse falar sobre o caso até a divulgação desta reportagem.



Pró-Reitora, professor e prefeito do campus de Rondonópolis são assassinados
A pró-reitora do Campus Universitário de Rondonópolis da UFMT, Sorahia Miranda Lima, o prefeito do campus, Luís Mauro Pires Russo, e o professor do curso de zootecnia, Alessandro Luís Fraga, foram assassinados na madrugada de hoje. Segundo testemunhas, as vítimas foram surpreendidas por um atacante encapuzado por volta de meia noite e meia, em frente à casa de Sorahia Lima, no bairro Colina Verde, em Rondonópolis, quando retornavam de Cuiabá para onde tinham viajado a serviço.

Sorahia Miranda de Lima e Alessandro Luís Fraga morreram na hora. Luís Mauro Russo foi transportado para o hospital mais próximo mas morreu no centro cirúrgico. Os corpos serão velados na capela do Cemitério Vila Aurora em Rondonópolis, a partir do final da manhã e serão sepultados à tarde. O corpo do Prof. Alessandro Fraga será transladado para Catanduva, sua cidade de origem. Do campus de Cuiabá sairá uma van às 10h levando professores e funcionários para o sepultamento.

O reitor da UFMT, Paulo Speller, que se encontra em Sinop para a inauguração do novo campus dessa cidade, comentou que ´´lamenta profundamente o que ocorreu em Rondonópolis com três pessoas valorosas.´´ Speller afirmou que não pode fazer pronunciamentos enquanto a polícia não concluir suas investigações. Acrescentou que a reitoria envidará todos os esforços para que os crimes sejam solucionados e que a Polícia Federal também está investigando o caso. Esclareceu que, tão logo termine a solenidade de inauguração em Sinop, viajará para Rondonópolis.

Soraiha Miranda de Lima nasceu em 13 de fevereiro de 1966. Era professora do Departamento de Educação do Instituto de Ciências Humanas e Sociais do Campus Universitário de Rondonópolis desde dezembro de 1989. Graduou-se em Pedagogia pela Universidade de Brasília. Fez e o Curso de Especialização em Alfabetização pela Universidade Federal de Mato Grosso. Era mestra em Educação Escolar Brasileira pela Universidade Federal de Goiás e doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Em 2004, passou a desenvolver, também, as atividades docentes no Programa de Mestrado da UFMT, do Campus de Cuiabá. Além das atividades acadêmicas, foi coordenadora do curso de Pedagogia, diretora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS). Coordenou o processo de elaboração do Plano Municipal de Educação naquela cidade e publicou, em 2006, o livro ´´Ação e Reflexão no Trabalho Docente: Possibilidades e limites de um projeto de formação contínua na escola´´ pela Editora da UFMT.

Alessandro Luis Fraga nasceu em 11 de julho de 1974 e ingressou na UFMT em maio de 2006. Era professor do curso de Zootecnia, lotado no Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Campus Universitário de Rondonópolis.

Luiz Mauro Pires Russo nasceu em 8 de fevereiro de 1963. Começou a trabalhar na UFMT em fevereiro de 1985, tendo sido lotado como técnico administrativo no Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Exatas e Naturais do Campus de Rondonópolis. Exercia o cargo de Prefeito do Campus.

fonte: UFMT

Profissão de risco - Professor

Fonte: http://www.arturmonteiro.com.br/2009/09/profissao-de-risco-professor/

Publicado no dia 22/09/2009 com o(s) assunto(s) Educação, Mandando Ver
Pesquisas revelam que professores sentem sua autoridade diminuir e um em cada quatro diz ter sofrido ameaça de agressão

Adriana Prado e Maíra Magro (Revista Isto É)


“Só sendo muito idealista para suportar”


Nilza Gomes dos Santos, professora de ensino fundamental do Distrito Federal




”Vou mais um dia para a escola, desanimada e certa de que as aulas não serão dadas. Quando chego à porta da sala tenho vontade de sumir.” Este é um trecho da carta da professora mineira de ensino fundamental Áurea Damasceno endereçada à Secretaria de Educação de Belo Horizonte. O texto-desabafo circulou na internet e trouxe à tona, mais uma vez, o anacronismo do modelo pedagógico na rede pública e a crise de autoridade dos professores, que costumam acumular problemas nas cordas vocais de tanto gritar dentro das salas de aula. “Metade da turma passa o tempo todo conversando, pulando de cadeira em cadeira”, continua a professora Áurea, confessando que se sente dentro de “uma rebelião”.

Outro inimigo dos mestres é a violência dentro das classes. Uma professora foi torturada por um aluno em São Paulo, outra, no mesmo Estado, ameaçada de morte, vários são alvo de intimidações. Uma pesquisa sobre convivência escolar divulgada no início do mês pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e a Secretaria de Educação do Distrito Federal transforma o problema em um número desanimador: 67,6% dos educadores sentem que sua autoridade ficou mais fraca nos últimos anos. O levantamento ouviu 1,3 mil profissionais da capital federal. “O retrato sintetiza a situação da maioria das escolas públicas do País”, afirma a socióloga Miriam Abramovay, que coordenou o trabalho. “Os professores se sentem numa panela de pressão.”

“Entro na sala de aula e me pergunto: o que estou fazendo aqui?”

Rosilene Almeida da Silva, que dá aulas para 18 turmas de até 60 alunos no Rio

A dificuldade começa ao entrar na sala. “Levo 20 minutos para chamar a atenção dos alunos”, diz Paulina Cordeiro, que ensina geografia no ensino fundamental das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro. “Tenho que berrar. Estou perdendo a voz”, lamenta. À sua frente, jovens com celular e jogos eletrônicos - ou, até mesmo, dormindo. Esse desinteresse foi identificado na pesquisa da Ritla: 84,2% dos professores acham que os alunos prestam pouca atenção - ou nunca o fazem. Para Mírian Paura, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, isso se deve, em parte, às características atuais do sistema de ensino.
“As escolas não conseguiram se adequar à rapidez da informação e do conhecimento que os alunos encontram fora delas.” A violência é o que mais assusta. Segundo a pesquisa, 26,4% dos professores já foram ameaçados pelos alunos e 7,5% sofreram violência física. Rosângela Castrioto, de São José dos Campos, em São Paulo, que dá aula de matemática no ensino médio, é uma dessas vítimas. Enquanto respondia às perguntas de uma estudante, no dia 18, ela sentiu o cabelo pegando fogo. “Um aluno veio por trás e riscou um fósforo”, contou à ISTOÉ. Na delegacia, o garoto, de 16 anos, disse que “foi sem querer”. “O comportamento deles está cada vez pior.
Quando estive na delegacia encontrei outra professora que registrava queixa porque tinha apanhado de uma aluna.” Com Maria, professora do ensino médio, que pediu para não revelar seu sobrenome, aconteceu pior. Ela foi torturada durante 50 minutos em uma sala com 46 alunos, em São Paulo. “Amarraram minhas mãos, me amordaçaram e me jogaram no chão”, conta. “Com lápis e canetas com pontas bem finas me furaram o corpo.” Após o episódio, Maria teve síndrome do pânico, passou a receber ameaças e se mudou de casa.
Salários baixos e inadequação das escolas também complicam a situação. A professora de ensino fundamental Nilza Gomes dos Santos, do Distrito Federal, resume sua luta: “Só sendo muito idealista para suportar.” Dividida entre 18 turmas com até 60 estudantes de ensino médio e fundamental, nas redes estadual e municipal do Rio, Rosilene Almeida da Silva reclama de esgotamento físico e emocional por causa da jornada de trabalho multiplicada.
“Minha vocação é ensinar e não lidar com a bagunça total”

Luiz Henrique da Costa, que leciona matemática em São Paulo

Além de problemas na voz, o trabalho lhe causou lesões na coluna e nos braços. Por fim, ela caiu em depressão. “Entro na sala de aula e me pergunto: o que estou fazendo aqui?” Ela não é a única a fazer esse tipo de questionamento. “Minha vocação é ensinar e não lidar com a bagunça total”, revolta-se Luiz Henrique da Costa, que leciona matemática no ensino fundamental na rede pública em São Paulo. Enquanto nada for feito, além dos mestres, a educação será a maior vítima desse sistema educacional falido.

REALMENTE É MUITO TRISTE, MAS NÃO VEJO DESTINO PROMISSOR PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL (Artur Monteiro)

Invadir uma universidade e agredir um professor é a algo natural?

Fonte: http://www.jornaldedebates.com.br/debate/invadir-uma-universidade-agredir-um-professor-algo/13462

Enviado por professorgilsonmonteiro (não verificado(a)) em 12. junho 2009 - 19:32

Um auditório da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi invadido há um mês, um professor agredido a socos e pontapés e ameaçado de morte pelo irmão do vice-governador do Estado e nenhuma autoridade se manifestou publicamente para condenar o ato. O campus universitáro sempre foi o local sagrado, abrigo para os perseguidos pelas ditaduras e agora se tranformou em alvo de novos-ricos, certos da impunidade, a ponto de terem a pachorra de o invadi-lo em pleno Século XXI. Como barrar essa escalada de violência se nenhuma autoridade condena o ato de terror e garante que os valores do estado democrático de direito são superiores aos quereres dos novos poderosos?

Diretora de escola do DF recebe ameaça de morte

O colégio é o mesmo onde um ex-diretor foi assassinado em junho.
Delegado não descarta possibilidade de ser brincadeira de mau gosto.

A diretora Marta Brantes, da escola do Lago Oeste, no Distrito Federal, está há um mês no cargo e já sofreu ameaça de morte, por meio de uma pichação no banheiro masculino dizendo que seria ela a próxima vítima: "Foi o Carlos, agora vai a nova diretora".

Há cerca de dois meses, Carlos Ramos Mota, ex-diretor do mesmo colégio, foi assassinado em casa. A polícia suspeita que a causa tenha sido uma discussão entre ele e um traficante da região, que vendia drogas na escola.

Os quatro acusados de participação no homicídio estão presos enquanto aguardam julgamento. A ameaça no banheiro foi escrita no último dia 4, quando a Justiça decretou a prisão preventiva deles.

A diretora acredita que foi uma brincadeira de mau gosto, mas registrou ocorrência policial, por via das dúvidas. “No dia eu tomei um susto, porque é uma história complicada, mas depois as pessoas me tranqüilizaram e eu continuei meu trabalho”, afirmou.

Segundo o advogado do sindicato da categoria, Sérgio Viana, os docentes estão com medo e podem pedir transferência para outras escolas se for mantida a situação de medo. “A diretora está tranqüila, mas os professores não”, disse.

O delegado Márcio de Oliveira, que acompanha o caso, acredita na hipótese de ser uma brincadeira. Segundo ele, não haveria motivação para matar a nova diretora. Apesar disso, a autoria da pichação está sendo investigada.

“Poderá responder por ameaça ou por importunação ao sossego e ao trabalho das pessoas, que seria uma contravenção penal. O importante não é só a punição, mas descobrir quem está fazendo essa brincadeira”, concluiu.

Depois da morte do professor, a segurança da escola passou a ser feita por um policial militar e um vigia terceirizado.

Professores devem vender sua dignidade?

Adaptado de: Professor deve ganhar pelo desempenho dos seus alunos?
Publicado em 27/04/2008 pelo(a) wiki repórter Cadri, Belo Horizonte-MG
Fonte: http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=5082

Esta é a nova discussão no cenário educacional brasileiro: professor deve ganhar pelo desempenho dos seus alunos? Com o objetivo de melhorar o desempenho dos discentes nas escolas, alguns especialistas, como o professor Eduardo Andrade, do Ibmec, São Paulo, têm indicado a remuneração atrelada à nota dos alunos como alternativa para selecionar bons profissionais e descartar os “maus” professores que estão em sala de aula.

Entre os que discordam dessa idéia, encontramos o professor Miguel Arroyo, UFMG, Minas Gerais, que afirma que “essa medida cultua uma visão negativa dos professores e tenta comprar seu compromisso”. Esses profissionais citados debateram essa questão no site da revista Época, onde a maioria dos internautas disse não à associação salário do professor/rendimento do aluno.

Que a educação e o ensino podem melhorar não há dúvidas. Mas quais são os fatores que interferem no desempenho dos alunos em sala de aula? Será que é apenas o salário do professor?

Vamos pensar nos educadores que exercem suas funções pela paixão, nos rincões do Brasil, debaixo literalmente de pau e palha, com turmas mistas de alunos com várias idades (as chamadas classes multiseriadas).

Vamos pensar nos professores que enfrentam o trânsito diário das capitais, muitas vezes duas ou três vezes por dia, para cumprir seus horários em diferentes escolas. E fazem seu serviço com excelência.

Vamos pensar naqueles professores que trabalham sob ameaças veladas de alunos, pais, comunidade.

Vamos pensar na falta que o mercado já está sofrendo de professores capacitados para lecionar nos diversos níveis de ensino. Seria justo esses profissionais perderem a renda?

“O desempenho das alunos depende de uma série de fatores que vão além do empenho dos professores”, afirma Luciléia Passos, votante da enquete na revista Época. Dentre esses fatores, não podemos descartar a realidade vivida por muitos alunos, que vivem em áreas de vulnerabilidade social e muitas vezes não têm o apoio necessário da família para seu desenvolvimento.

Agora, imagine um médico tendo seu salário cortado porque seu paciente não se curou a contento. Um advogado que não recebe seu rendimento porque o cliente perdeu a causa. Um professor que vê seu salário ser diminuído porque seu aluno não se desenvolveu como deveria, mesmo com todos os esforços do educador, em um tempo em que a escola vem assumindo o papel da família.

Penso que essa questão deve ser pensada e discutida com muita cautela para que os bons profissionais não sejam prejudicados. Devemos pensar no que fazer para melhorar a qualidade do ensino sim, mas vendo a questão por todos os ângulos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão?

Por Humpt Vivacqua

Veja essa incrível foto do apagão em São Paulo



Tá, não escrevi nada sobre o apagão, faltou luz e não vou escrever à luz de vela pois faz mal à vista. Quero só comentar o apagão dos meios de comunicação com relação às notícias mais interessantes e elaboradas...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As faces do poder

Por Humpt Vivacqua

O poder se divide e se concentra naqueles que percebe que o poder está dividido. Fernandinho Beira-Mar é poderoso e sabe o porquê. Todos os olhares da mídia já se esqueceram do que estava sendo dito sobre futebol e mini-saia e agora se volta para o julgamento de um homem dito perigoso. O perigo vem de seu poder.



O poder não era para pertencer ao povo ou ao estado, como um traficante pode possuir tanto poder?

Todos sabemos que há algo de político no tráfico de drogas. A mídia filtra as notícias sobre o julgamento concentrando as atenções sobre o homicidio ou não de Morel.

Grandes centros de mídia monopolizam as informações: Grupo Abril, Globo, o estadão e o Estado de São Paulo.

"Ao entrar no plenário, Beira-Mar pediu que retirassem suas algemas e seu colete a prova de bala e foi atendido. Ele chegou ao fórum num comboio de 16 carros, que foi acompanhado por um helicóptero."

"O julgamento deve durar o dia todo e o quarteirão onde fica o prédio do Fórum, na região central de Campo Grande, está interditado e cercado por 250 policiais federais, além de policiais civis, militares, homens da Força Nacional e agentes penitenciários. Um helicóptero sobrevoa a região."

Também sabemos o porquê de tanto respeito e alvoroço. Fernandinho sabe muito.

A mini-saia de Geisy Arruda


Por Humpt Vivacqua

O Jogo Palmeiras x Fluminense, válido pelo compeonato brasileiro, foi marcado pela polêmica. O "erro" do árbitro Carlos Eugênio Simon foi a estrela do jogo. Como já foi comentado o erro humano é algo muito comum, mas por ser imprevisível acaba ganhando às vezes destaques incompreensíveis. Foi o que aconteceu no caso da polêmica envolvendo a UNIBAN e a estudante Geisy Arruda.



Não pretendo fazer um julgamento aqui, mas fico ao lado da estudante. Acredito que quem errou foi a universidade, a instituição e todos os seus representantes e alunos que vestiram a roupa do preconceito. As imagens mostram a estudante sendo vaiada e xingada, humilhada e "expulsa" da universidade escoltada pela polícia. O erro tem força e convence as pessoas a errarem. Foi o que, na minha opinião aconteceu. Geisy fez o mais difícil, não reagiu e não incorporou o que seria de fato um erro. Geisy não foi heroína, mas também não foi a bruxa que todos naquele momento etavam tentando transformá-la.

As universidades foram criadas na idade média e promoveu um renascimento atrás do outro até chegarem a tomar parte do poder sobre a explicação das coisas e do universo. Porém o ser humano nem sempre acompanhou os avanços e de vez enquando tentam se manter, mesmo dentro das universidades, na idade média.

Quando um empresário decide se meter com a educação deve ter em mente que o ser educador está acima do ser empresário. Educação não é mercadoria. O ganhar dinheiro não deve valer mais do que o educar.

Alguns humanos, e dos poderosos, sempre estão aptos a puxarem o freio que nos leva para o futuro. Um desses freios se chama preconceito e foi justamente este que foi puxado para que mais um erro ganhasse notoriedade.

A polêmica de Carlos Eugênio Simon

Por Humpt Vivacqua


Obina fez a falta. Ele mesmo o disse. Não. O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo nega.




O futebol é isso, se fosse previsível e seguisse regras determinadas que graça teria? O erro ou não de Simon é um tempero ao jogo. Que deve sempre ser visto como jogo e não como a coisa mais importante do mundo. Não tem nada a ver fazer ameaças como o fez os dirigentes do Palmeiras. Aceitem quando o seu time perde, mesmo sendo com um lance duvidoso pois várias vezes o próprio Palmeiras teve vantagens devido aos "erros" de arbitragem. Colo as aspas nos "erros", pois são tão frequentes que devem ser esperados sempre. Juízes, treinadores, jogadores e gandulas; Torcedores familiares, Presidentes da República, Estudantes de turismo, UNIBANS e pessoas indiferentes a tudo cometem erros o tempo todo. Acho que não importa se Eugênio errou ou não. O futebol existe para ser jogado e para etretenimento e não para o stress. Nós já nos estressamos a semana inteira no trabalho e no trânsito. Se o que acontece no fim de semana também for motivo para stress então a toalhacdeve ser jogada. façam as pazes e busquem os próximos resultados, cometam também os próximos erros, pois senão o futebol perderá a graça.

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